Monday, 23 August 2010

Dia 18 - 23/agosto/2010 - Ignace


Acabei de entrar na cidade, avistei a biblioteca e nem parei para comer, corri para atualizar o blog. Foram cerca de 100 km de pedalada com muitos morros, sol quente e vento contrário.

Agora tenho que ir encontrar um camping e na próxima parada eu farei as atualizações das notícias.

O dia quente complicou um pouco os 100 km de pedalada. Foram  quatro litros de água para vencer a distância. A primeira coisa que fiz foi comprar um isotônico para repor o líquido perdido.

O camping era agradável e com diária de $25. Durante a noite a temperatura despencou e choveu bastante, acabei acordando diversas vezes. Pela manhã o pneu da Magrelinha estava vazio novamente. Coloquei mais um pouco de pressão e enfrentei a estrada com ele meio vazio.

 Nessa região comida é bem mais caro do que nas outras por onde passei. Por isso, continuo me alimentando a base de leite com chocolate e minhas famosas barrinhas de cereal.

Dia 17 - 22/agosto/2010 - Wabigoon


Sem ter dormido bem na noite anterior, não consegui ir muito longe. Segui os conselhos da Jeanny  e parei próximo, 60 km da cidade anterior. Passei por Dryden, onde comi uma salada no McDonalds, a entrada da cidade não é muito convidativa, parece muito poluída. Acabei dormindo em Wabigoon, em um motel para recuperar da noite anterior. A diária foi na média, $56.

Dia 16 - 21/agosto/2010 - Vermilion Bay


Os 122km foram agradáveis e há muito tempo não senti um ritmo de pedalada tão bom.  Acredito que o corpo esteja se adaptando à viagem.

A paisagem mudou definitivamente. Passei por muitos lagos e rios. Os morros são constantes e cada vez mais intenso o ritmo do caminho.

Cheguei a Vermilion bay cedo, por volta das 17h ( aqui escurece quase 21 h). Achei um camping por $15, mas me arrependi de ter ficado. O local era ao lado da rodovia, tinha um bom banheiro e o chão era de grama e areia. O problema foi a minha imaginação fértil. Quando entrei no local, todo cercado por um muro de madeira, parei na primera cabana para saber onde ficava o escritório para registro de hospedes. Reparei que havia três homens lavando a cabana e tinham dois baldes do lado de fora com víceras de algum animal. Fui ao escritório, paguei e aremei minha barraca entre as muitas árvores que serviam para cenário de qualquer filme de Sexta Feira 13. Depois de tudo pronto, reparei que só tinha eu no camping todo, não havia mais ninguém lá. Para complicar, meu pneu traseiro furou novamente. Conclusão, estava preso até o dia seguinte. Vou poupar os detalhes da noite, mas confesso que foi muito complicada, sorte que eu aluguei o ouvido da Jeanny, minha amiga e irmã de coração, quase que a noite toda pelo telefone. Dormi muito pouco e com minha faca de caça dentro do saco de dormir. Depois conto mais sobre essa noite, agora quero mais é esquecer.

Pela manhã, aprendi a arrumar pneu furado, consertei a Magrelinha e segui na estrada. Muito cansado por não ter dormido bem.

Dia 15 - 20/agosto/2010 - Kenora


Puxa, como a paisagem está cada vez mais bonita. Agora começaram a surgir lagos entre os bosques. Os cerca de 100 km, apesar so surgimento de vários morros, valeu pelo visual. Agora já estou de volta à provincia de Ontário ( meu relógio está quase certo novamente, a diferença de horário está em somente uma hora).

Kenora, com pouco mais de 15 mil habitantes, é uma cidade muito agradável. Ao entrar na zona urbana, conheci uma senhora muito simpática, chamada Linda. Após alguns minutos de prosa ela me deu o número do tel da filha ( e do genro) que moram em Thunder Bay para eles me ajudarem 'lá quando eu chegar. É impressionante como as pessoas são gentis com ciclistas em viagem. Descobri que a melhor maneira de conhecer pessoas é andar com uma bicicleta carregada de mochilas. Sempre surge alguém para puxar papo. Tenho conhecido muita gente pelo caminho.

Parei em um camping à beira de um belo lago, diária de $25. A infraestrutura é boa e tudo muito bem organizado. O visual é digno de postal. Como o local fica bem próximo ao Walmart, passei por lá para comprar água, barras de cereal, leite e alguns biscoitos. Ah, comprei um travesseiro também. Cansei de acordar com pescoço doendo.

Dia 14 - 19/agosto/ 2010 - Hadashville

O vento resolveu voltar a soprar contrário, estou começando a aprender a não me estressar com isso e a curtir a brisa. Afinal, tudo tem um lado bom, assim perco mais calorias pedalando.

O acostamento desapareceu novamente, mais uma vez fui obrigado a dividir espaço com os carros e pedalar com um olho na pista e outro no espelho retrovisor.  A sorte é que o movimento de veículos não é muito elevado.

A paisagem ao longo do caminho mudou. as pairagens foram trocadas por árvores e bosques. No trajeto para meu destino do dia, vi um pequeno estabelecimento com ar bucólico e placas anunciando batatas fritas como feitas em casa. Propaganda enganosa, salvo se a referida casa fizer batatas murchas e queimadas em óleo saturado. Valeu para dizer : "lá, nunca mais".

Na entrada de Hadashville, cidade de colonização ucraniana, encontrei um bom restaurante onde tive a oportunidade de experimentar um hamburgue ucraniano.

Acabei pernoitando em um motel, $55 a diária.  O local é antigo mas a dona muito simpática.  No quarto, quase comecei um incêndio. Lavei as roupas e resolvi secá-las no microondas. A cueca pegou fogo. Crianças, não tentem isso em casa !

Pela manhã, para variar, acordei tarde. Saí por volta das 11h20 e parei para comer algo. Conclusão, a viagem só começou ao meio-dia.

Dia 13 - 18/agosto/2010 - Winnipeg

Números e dados da viagem ( até agora ) :

Velociadade média da pedalada 20 km/h
Gasto médio com alimentação (por dia) $20
Partes do corpo que mais sofrem (na ordem de dor) mãos, punhos, costas, joelhos e um pouco nos glúteos.
Horas máxima de pedaladas em um mesmo dia 12 horas
Partes do equipamento que sofreram danos: dois pneus furados, suporte do bagageiro e 4 aros da roda traseira.

Os cerca de 100 km entre Portage e Winnipeg foram tranquilos. Quase sem vento, o sol na moir parte do trajeto estava escondido pelas nuvens e a pista plana e bem pavimentada.

Em Winnipeg conheci algumas pessoas, como regra, extremamente simpáticos. O estilo urbanístico da cidade é de prédios baixos, vias amplas, muitos parques e árvores e predomínio de casas, mesmo nas áreas centrais.

Parei para um lanche rápido no McDonalds e segui para um camping na saída leste da cidade, $20 para armar a barraca, a área era agradável e tinha coelhos próximos de onde fiquei. Achei um bom espaço para fazer um fogueira e esquentar um pouco do forte frio. Fazia tempo que não brincava com fogo e observava as estrelas, quase gripei.

Tuesday, 17 August 2010

Dia 12 - 17/agosto/2010 - Portage la Prairie



O tempo está feio. Fez 6C durante a noite e amanheceu sob chuva. Aproveitei para tomar um café reforçado e aguardar o tempo melhorar para definir o próximo ponto de parada.

Após a chuva passar e eu reforçar o estômago, às 11h coloquei a Magrelinha na estrada.

Para complicar um pouco, o vento estava forte e soprando no sentido contrátro, foi necessário um esforço muito grande para vencer os 133 km.  A temperatura manteve no restante do dia por volta dos 16 C.

A condição do acostamento entre Brandon e Portage estava péssima. Em boa parte do percurso o asfalto  simplesmente desaparecia e me obrigava a dividir a rodovia com os carros, que passavam em alta velocidade. Foi complicado mas consegui terminar o trajeto antes de escurecer.

Cansado, com fome e frio, procurei uma sopa no Tim Hortons, para variar, e em seguida um Motel para pernoitar. Achei um com diária de $67 e boas instalações, porém definitivamente inferior ao anterior.